A eficácia do Reiki





Reiki (霊気? /ˈreɪkiː/) é uma prática espiritual, enquadrada no vitalismo, ineficaz no tratamento de quaisquer doenças. É uma prática que não é reconhecida pela comunidade científica com ensaios clínicos aleatórios e controlados a confirmar a sua ineficácia. Tal e qual como outras terapias placebo, o reiki traz bem-estar aos doentes mas pode privá-los de terapias realmente efetivas.

O reiki foi criado em 1922 pelo monge budista japonês Mikao Usui, tem por base a crença de que existe uma hipotética energia vital universal "Ki", a versão japonesa do chi, manipulável através da imposição das mãos. Através desta técnica, os praticantes acreditam ser possível canalizar a energia universal (i.e., reiki) em forma de Ki (japonês: ki) a fim de restabelecer um suposto equilíbrio natural, não só espiritual, mas também emocional e físico.

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O conceito do Ki no qual se baseia o reiki é especulativo, não existem quaisquer evidências científicas da sua existência. Em 2011 foi publicado o resultado de um ensaio clinico controlado, com dupla ocultação e aleatoriedade, envolvendo 189 pessoas a receber tratamento num centro de quimioterapia, concluiu-se que o Reiki não era melhor que a terapia placebo.

Em 2008 um ensaio clínico aleatório controlado concluiu que “a evidência é insuficiente para sugerir que o reiki é um tratamento efetivo para qualquer problema de saúde. Portanto o reiki contínua por provar.” A Sociedade de Cancro Americana e o Centro para a Medicina Complementar e Alternativa dos Estados Unidos também descobriram que não existe nenhuma evidência científica que sustentem a ideia de que o reiki é efetivo como tratamento para quaisquer doenças.

Apesar de variados relatos pessoais sobre sua eficácia, a reiki não é reconhecida pela medicina e pela ciência. Os estudos sérios realizados para investigar seus efeitos em grandes números de pacientes e com grupos controle, concluiram que as evidências são insuficientes para sugerir que reiki é eficiente para o tratamento de qualquer condição ou doença em humanos. Contudo, O professor Ricardo Monezi, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, possui estudo bastante criticado sobre o assunto, em que afirma ter comprovado a eficácia do Reiki em camundongos.

Em Abril de 2008 foi publicada uma carta de Edzard Ernst (primeiro professor de Medicina Alternativa no mundo) pedindo que a Fundação do Príncipe do País de Gales para a Saúde Integrada retirasse de circulação dois guias que promoviam "medicina alternativa", visto que continham afirmações imprecisas, inclusive a de que reiki poderia ser usado para tratar doenças físicas, mentais e emocionais, visto que não existem evidências para isso.

Há uma divulgação errada em sites e blogs de que a reiki é reconhecida como terapia alternativa complementar pela OMS (Organização Mundial de Saúde). A OMS nunca reconheceu reiki oficialmente, como relatado pelo próprio mestre de reiki que divulgou o suposto reconhecimento [41].

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