Yoga e meditação amenizam estresse, afirma neurofisiologista





 Mulher de fala branda e olhar plácido é especialista em estresse, ou melhor, em antiestresse. Sabe desarmar a bomba responsável por uma batelada de males cada vez mais infiltrados no dia a dia, tais como diabetes, hipertensão, enxaqueca, gastrite, insônia, asma e doenças autoimunes.

Africana nascida em Nairóbi, no Quênia, mas radicada na Índia, Shirley Telles é doutora em neurofisiologia pelo National Institute of Mental Health and Neurosciences, em Bangalore, e diretora de pesquisa do Patanjali Research Foudation, em Harjdwar, ambos na Índia. Referência nos estudos que investigam os efeitos terapêuticos da yoga e da meditação sobre a mente e o corpo, a pesquisadora já aplicou seus conhecimentos em casas de correção infanto-juvenil, moradias de idosos, empresas de tecnologia e também em pacientes esquizofrênicos e sobreviventes de catástrofes naturais.

Em todos os casos, observou a prática de asanas e pranayamas (exercícios respiratórios) ajudar as pessoas a lidar com suas aflições e medos. "Mesmo em situações extremas, de emoções à flor da pele, a yoga pode ser útil. Os benefícios mentais e orgânicos são comprovados", assegura. Ela mesma é uma entusiasta praticante da técnica milenar.

Convicta de seus amplos benefícios, afirma que nosso corpo é perfeitamente capaz de produzir a química do relaxamento e que a plasticidade do cérebro, faculdade que nos permite adquirir e consolidar novos e melhores hábitos, aliada à capacidade humana de fazer escolhas conscientes, é nossa grande salvação. Entenda, a seguir, por que somos uma fábrica de bem-estar que só precisa ser corretamente estimulada.



Comente:

Nenhum comentário

Comente com educação