Técnicas de meditação diminuem níveis de solidão, diz estudo




 Foto: Getty Images

 

Adultos que sofrem de solidão têm mais chances de desenvolver problemas de saúde, como doenças do coração e mal de Alzheimer, podendo chegar até à morte prematura. Para reverter a situação, algumas soluções já foram colocadas em prática, como a criação de centros comunitários, que tinham como objetivo incentivar a sociabilidade. No entanto, essa medida não trouxe grandes resultados e, com isso, pesquisadores voltaram a estudar o assunto. Recentemente, porém, estudiosos de Carnegie Mellon University descobriram que técnicas de meditação podem ajudar a reduzir o sentimento de solidão, ao mesmo tempo em que ajudam a manter a saúde em dia. As informações são do Mail Online.

"Nós sempre falamos para as pessoas pararem de fumar por questões de saúde, mas raramente pensamos na solidão da mesma forma. Mas deveríamos, pois é sabido ela também é um grande fator de risco para problemas de saúde. Esse estudo sugere que a meditação pode ajudar a melhorar a saúde dos mais velhos", disse J. David Creswell, líder da pesquisa. O estudo também descobriu que a meditação tem o poder de diminuir inflamações, que contribuem para o desenvolvimento de várias doenças.

Para a pesquisa, foram recrutados 40 adultos saudáveis, com idade entre 55 e 58 anos, que tinham interesse em aprender técnicas de meditação. Para analisar cada indivíduo, até mesmo coletas de sangue foram feitas. Os participantes do estudo foram submetidos ao treino Mindfulness-Based Stress Reduction, que teve duração de 8 semanas e encontros semanais de 2 horas. Durante o treinamento, os participantes aprenderam técnicas de consciência corporal, como prestar atenção às sensações e aprender a respirar adequadamente. Além disso, eles também deveriam praticar a meditação em casa por 30 minutos, todos os dias.

Depois das 8 semanas de treinamento, foi descoberto que a meditação diminuiu o sentimento de solidão dos participantes. As amostras de sangue também reveleram resultados positivos: o treino reduziu os níveis de um gene causador de inflamações. "A redução dos genes que causam inflamações é importante porque diminui também a probabilidade de outros problemas, incluindo câncer e doenças 
neurodegenerativas", explicou Steven Cole, pesquisador da UCLA e co-autor do estudo.


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