Sabendo mais sobre as terapias alternativas






É chamado de terapia alternativa todo tratamento de saúde que não tem uma comprovação científica. As terapias alternativas não fazem parte da medicina convencional e são discriminadas pela maior parte dos médicos alopatas. Hoje em dia há algumas dessas terapias que foram aceitas oficialmente, como a acupuntura e a homeopatia.

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Há uma estimativa de que 4 milhões de pessoas no Brasil usam algum tipo de terapia alternativa, como por exemplo o reiki e a aromaterapia. E esse número vem crescendo, de acordo com a Associação Brasileira de Medicina Complementar há no país aproximadamente 50.000 terapeutas alternativos. Mas o Conselho Federal de Medicina condena a prática de terapias alternativas pelo de fato delas não serem comprovadas cientificamente.

Uma das críticas que a medicina sofre é pelo fato do alicerce conceitual da medicina científica moderna ser o modelo biomédico, que está baseado em uma visão completamente mecanicista da vida tendo sua origem na Renascença. O corpo humano é visto como uma obra da engenharia além de ser estudado e percebido de forma fragmentária. Já no século XIX, os hospitais foram reorganizados como espaço clínico e com isso a medicina passou a ser de certa forma uma ciência das entidades patológicas. Isso significa que combater e extinguir os micróbios passou a ser a lei médica maior.

Mas já no século XX, a ciência em geral e da especialização médica se desenvolveu muito, possibilitando grandes avanços na área da medicina. Foram desenvolvidas diversas técnicas complexas e sofisticadas. Porém junto a todos esses avanços a medicina acabou caindo em uma série de equívocos, como a perda da noção do indivíduo como um todo e a crença de que os testes de laboratório são mais importantes para diagnosticar o paciente do que a avaliação do estado emocional, da história familiar ou da situação social do paciente.

Mas esse modelo biomédico está em crise. Essa crise está ligada a uma mudança que está ocorrendo no paradigma da ciência, que inclui o questionamento da validade dos métodos científicos como a única fonte de conhecimento. Toda essa mudança tem muito a ver com o fato de que no século XX a ciência está mudando em relação a sua concepção de mundo ou de realidade. Baseada na física quântica essa visão mecaniscista e reducionista passa a ser substituída por uma visão orgânica, ecológica, holística.O termo holismo parece derivar da palavra grega “holos”, que em grego significa “a totalidade”, “o conjunto”.

A grande procura pelas terapias alternativas, especialmente pela homeopatia, veio depois da década de 60. Esse período foi marcado pelo movimento hippie, a volta ao naturalismo, vegetarianismo, ou seja, tudo aquilo que estava relacionado com a natureza ganhou ênfase.

É devido aos movimentos sociais que aconteceram na década de 70 nas sociedades industrializadas, que passaram a questionar o conceito de saúde e o sistema médico predominante, e a interessar-se também por problemas ecológicos, nutricionais e com o ambiente de trabalho urbano, um dos motivos do sucesso das terapias alternativas. Esse sucesso segundo Noronha, também é porque essas terapias em questão passaram a servir a partir de então como instrumento de contestação contra os abusos e injustiças da sociedade moderna e também de instrumento de divulgação de novas idéias sobre o modo de viver. Assim as terapias naturais, como por exemplo, a fitoterapia, possivelmente representam uma reação contra o uso exacerbado de medicamentos e de produtos químicos que podem a longo prazo causam efeitos prejudiciais ao organismo humano e ao meio ambiente.

Se acredita que esse possível aumento que vem ocorrendo em relação às práticas terapêuticas alternativas, pode ser explicado em maior ou menor grau, por um certo desencanto pela medicina moderna, que acontece em todo o mundo. Essa busca de alternativas à medicina convencional pode ser resultado de uma frustração do homem moderno, incapaz de resolver através dos recursos científicos modernos, os novos distúrbios orgânicos e psicológicos.

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